segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Melhor horário pra ir no banco



Por John Paul

É um muído grande quando se vai pro banco fazer pagamento. É uma expectativa grande quando pego a ficha para ver quantas ainda faltam para chegar a minha vez.

Quando olho e vejo que ainda faltam 20 já dá um tédio e pra completar ainda tem as fichas prioritárias. Fico fazendo a contagem regressiva, a todo momento olho pra minha ficha e olho pro monitor. A cada sinal aumenta a felicidade que minha vez está próxima, mas fico puto da vida quando olho no monitor e vejo que é uma ficha preferencial. Parece que não vai chegar nunca a minha vez e assim vou perdendo mais tempo ainda no banco,

E quando está na véspera da minha ficha: Olho no monitor e vejo a ficha CX0234 foi a última a ser chamada e no meu papelzinho está CX0235 já fico em posição de largada com o ouvido atento para quando soar de novo o sinal eu correr pro caixa. 

Mas aí vem uma das piores dores que se pode sentir quando está na fila do banco: O sinal toca e quando olho pro monitor para conferir e correr pro caixa eis a frustração: CP037. 

PUTA QUE PARIU!!! A ficha preferencial foi chamada na minha cara!

Para diminuir minha frustração ao ir no banco criei  uma estratégia: Só chego no banco quando tá perto de fechar, se preferencia, faltando 1 minuto. Sabe porque? Depois que as portas se fecham , não tem mais ficha preferencial para furar a fila e empancar ainda mais a fila evitando eu perder mais tempo ainda no banco. 

Eaí, o que achou dessa sacada?? 

Tem outra sacada pra compartilhar?

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Saquinho Pra Namoro



Por John Paul

Estava eu lá no meu posto de trabalho e lá pelas tantas já perto de fechar a conveniência, chega um cliente para colocar um crédito.

Coloquei o crédito, passei o troco e depois que guardo o dinheiro percebo que o camarada passa os olhos pela mercadoria procurando algo para comprar. Rapidamente pergunto "Doutor, quer mais alguma coisa?.

"Rapaz, to procurando aqui mas acho que você não tem, aqueles saquinhos pra namoro."

Isso mesmo, SAQUINHO PRA NAMORO. Também fiquei cabrero quando ele usou esse termo para mencionar o preservativo masculino ou popularmente conhecido por camisinha.

O que mais me encabulou foi a gesticulação que ele fez. Ele gesticulou como se tivesse colocando algo dentro de um saco uahusahsua. É de encabular mesmo isso. O ser humano a cada dia me surpreendendo mais ainda.

Mas falae, qual foi o nome mais escroto que você chamou o preservativo?? Conta ae.

O Motorista da UFPE



Por John Paul

Esses dias apareceu lá na conveniência um senhorzinho bem gente fina, ele é motorista da Universidade Federal do Pernambuco. Eu não sei o nome dele, só chamo ele de professor, não só pelo fato de ser da universidade, mas porque sempre aprendo alguma coisa toda vez que ele aparece.

Aqui acolá ele aparece nos Currais com a galera do curso de Geologia devido a região ser bem rica em minérios. Apesar da sua fala bem serena, o professor tem muito conteúdo e conversa que só a bexiga enquanto toma uma cerveja. 

Sempre que ele aparece gosto de conversar sobre suas andanças carregando estudante pra cima e pra baixo.

Ele conta que vai para vários lugares, Ele foi bater até lá no Rio Grande do Sul. Além do trabalho que é dirigir um ônibus pra lá e pra lá, ele acaba conhecendo muitos lugares e pessoas de várias culturas diferentes.

Mas e aí, quando não tem viagens, como é que fica o professor? Também fui curioso o bastante para saber. O professor contou que quando não tem viajem, fica fazendo revisão no possante. Faz um creck-list do que precisa e leva pra oficina, faz pequenos reparos, limpeza, etc, mas com pouco tempo já está na estrada novamente.

Mas tudo tem seu preço né. Diferente de um trabalho comum, que seria 8 horas/dia, ele acaba ficando longe de casa se ver a família por alguns dias e se não me engano ele fala que dorme no corredor do ônibus. Além do risco de sofrer um acidente nessas estradas e ficar por lá mesmo. 

Depois de conversar com fiz uma pequena reflexão, ser motorista de ônibus da UFPE ou até mesmo de ônibus de turismo, para conhecer vários lugares e fazer o que gosta, no caso dirigir, vale a pena pagar o preço.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Situações que todo curraisnovense já passou alguma vez na vida

Por John Paul

Dessas situações acredito que todo ser que nasceu ou mora nesta cidade já passou pelo menos 1 alguma vez na vida. Então vamos lá:


  • Chegar na Rodoviária e os taxistas perguntam se você vai pra natal - Você vem chegando em direção ao guichê da Jardinense e começar a ouvir de gritos de taxistas desesperados por passageiros: "Natal ae ó, Natal ae ó?!", eu fico irado com isso. Já teve caso que eu estava na fila do guichê e o taxista vem me perguntar se eu vou pra Natal, que atitude mais fora de ética.

    Às vezes vou em algum lugar e preciso passar ali no trecho da jardinense para ir para a praça da rodoviária, por exemplo. É só eu me aproximar e começa "Natal ae?!". Para evitar eu dou um baita de um arrudeio.


  • Assistir o Canal 4 só pra ver quem morreu - Muita gente liga nesse canal só pra isso mesmo, Basta só ler a última nota de falecimento que muda de canal rapidamente. Alguma vez na vida você tá deitadão no sofá com o controle na mão ae chega sua mãe, tia, avó chega na sala e diz: "Bota ae no canal 4 pra ver quem morreu".



  • Colocar torpedo no Canal 4 - Quem não se sente importante vendo sua foto com nome no Canal 4 com uma linda mensagem e o nome das pessoas que ofereceram o torpedo?! Seja uma criança completando 1 aninho de vida, seja uma pessoa que morreu já faz 20 anos, tá completando ano? coloca torpedo no canal 4.






  • Goderar o jogo do Flamengo no Brasileirinho - Muitas vezes o jogo do Flamengo só é transmitido para quem tem Sky. Mas quem não tem Sky em Currais Novos o que fazer? vai pro Brasileirinho. Mas não precisa se preocupar em ter que sentar à mesa e consumir para poder assistir o jogo. O camarada veste a camisa do Flamengo e fica assistindo o jogo lá da praça



  • Deixar de pagar a conta para farriar - Há uma lenda em Currais Novos que "o povo dessa cidade não tem dinheiro pra nada, mas diga que vai ter uma festa...". Já ouvi isso de varias pessoas "tem gente que deixa de comprar o galeto pra ir pra festa" Até o professor Márcio Pachêco já teve uma aluna que era uma choradeira porque tinha que bater xerox de uma apostila que custava um realzinho, mas quando chegou o finado Carnaxelita - Que Deus o Tenha - estava lá de camisa VIP comprada com dinheiro vivo.

    Quem nunca deixou de pagar aquela continha para ir pra festa, viajar, etc. Ae posta a foto nas redes da sua farra e do outro lado aquela sacoleira vê a foto e fica com os dedos coçando para comentar "Tem dinheiro para farriar, mas não tem para me pagar né sua veaca", mas como isso pode gerar danos morais o comentário não sai do pensamento.

    Eu vou logo dizendo que já pequei nessa situação, em 2009 deixei de pagar umas contas para curtir Magníficos na Du Rei. Só fiz porque era Magníficos. 




  • Ir pra festa e ficar rodando - Não sei hoje em dia, mas há um tempo não muito longe pense numa coisa chata era ir em festa em Currais Novos. O povo de Currais Novos não sabe ficar quieto num canto curtindo a festa, tem que juntar a patóta e sair em filinha no meio do povo, roda, roda, roda e volta pro lugar. É um passa-passa infeliz de gente.


Vai dizer que você nunca passou pela menos uma única vez em alguma situação dessa?

Se não passou concerteza conhece alguém que já passou.

Gostou? Compartilhaí macho.

Não gostou? Compartilhaí e mete o pau, generalize, assim ganho um acessozinhos mais.

Marque alguém que já viveu alguma situação.

Tem mais alguma situação que faltou ae? comenta véi, vamos generalizar a resenha!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

É um galado mermu II




Por John Paul

Esta semana quase tomei na lata duas vezes quando estava de bicicleta, no mesmo local e a mesma situação.

A primeira foi no sábado. Quando vinha do Bairro Paizinho Maria e seguia para o Centro no mesmo sentido que está a foto acima. O horário era por volta das 8 da noite.

Quando já estou na curva vem uma moto pra cima de mim na contra-mão para entrar na nessa rua ae que vai direto. Quando olhei pra cara do "piloto" ele tava prestando atenção em um bar que tem ali perto, e acabou não percebendo minha aproximação. Sorte que consegui parar a tempo e o danado me viu de última hora e parou.

Na segunda feira, aconteceu novamente à noite, um outro condutor de moto fez a mesma conversão proibida e não me viu, sorte que me liguei logo e fui puxando pra longe da moto.

Mais um vez voce caro leitor deve está pensando "São uns galado mermu". Realmente somos uns galados. Disse somos porque eu também fui um galado e vou dizer o porque.

Fui um galado também porque simplesmente eu estava sem lanterna e nenhum tipo de sinalização. Eu tenho uma lanterna que céga de longe, mas só coloco essa bexiga quando vou para algum pedal à noite.

Depois desse fim de semana quase fatal, agora deixo a danada da lanterna direto na bicicleta. Agora quero ver alguém dizer que não me viu de longe.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Se treinar direitinho ele chega lá #1


Por John Paul

Antes de comprar minha bicicleta eu já tinha, um objetivo que era fazer uma viagem de 450km. Muitos não acreditavam que eu não conseguiria e me aconselhavam desistir de ir.

Foram poucos que me incentivaram. E desses que me incentivaram, houve uma simples frase que me fez acreditar que eu conseguia alcança meu objetivo.

Ficou curiosos para saber? Dê play e descubra meu fie.

sábado, 16 de abril de 2016

Capacete ou morte



Por John Paul

Parece que 99,9999999999% das pessoas que andam de carro e moto só usam os benditos cinto e capacete pensando em não levar uma multinha.

Já que multinha não resolve, tá bom de acabar com essa bexiga de lei que obriga capacete e cinto. Então quando esse povin, que só pensa em multa, se foder aprender de uma vez por todas que esse danado de capacete e cinto de segurança serve para alguma coisa, Salvar a vida desses bestas, por exemplo.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

É um Galado Mermu


Por John Paul

Outro dia seguia para ir trabalhar. Minha rota era a BR226 sentido Natal. Ia pelo acostamento e tudo tranquilo, até quando passei por um quebra molas e ia um carro logo à frente e de repente virou à direita para entrar numa rua e dando logo um tranca em mim. Sorte que consegui desviar ainda.

Assim que passei, olhei para trás e dei um grito "dê sinal meu fie". Você deve logo estar pensando: É um motorista galado mermu.

Foi o que também pensei. Mas ao continuar minha viagem, comecei a refletir. Será que ele não deu sinal mesmo? Neste dia estava tão estressado, com meu pai adoentado com a doença da moda, a tal da Chico, e estava resolvendo tudo. E pra completar quando fui pro trabalho ia cego demais. 

Tava tão preocupado com a saúde do meu pai e também de não chegar atrasado no trabalho acabei de não perceber se o motorista deu sinal para entrar.

No final das contas quem acabou sendo o galado dessa história fui eu, pois minha cabeça não tava ligada no trânsito. 

E se ele realmente não deu sinal para entrar? Bom e quem diacho vai saber? Então fica a dica: Se tá no trânsito esqueça os problemas e foca no trânsito se não a merda vai grande. 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Romeiros de Nova Cruz passando em Currais Novos

Marquinhos, Mestre Arnold e Léo Bode Roco saíram de Nova Cruz/RN com o objetivo de rodar 600km até J. do Norte/CE

Por John Paul

Terça-feira, 05 de janeiro, pra começar o ano de 2016 estamos sem Restaurante Popular, Os féla da puta anda roubando e quem paga o pato mais uma vez é o cidadão brasileiro. Já que acabou a bocada do 50tinha, o jeito era comprar uma quentinha. 

Quando Eu, minha namorada Mônica e meu pai (Zito) nos aproximamos do restaurante vejo 3 bicicletas cheias de bagagens na porta. Não tinha sombra de dúvida, eram cicloturistas e é certeza estarem indo pro Juazeiro.  Quando chegamos no restaurante, estão eles lá: Meste Arnoud (49 anos), Marquinhos (41 anos) e Léo Bode Roco (30 anos).

Rapidamente chamei pra conversa e acertei na mosca, de fato eles estavam indo para o Juazeiro do Norte. Eles saíram na segunda(4) de Nova Cruz/RN e a previsão de chegar em Juazeiro era no sábado(9) tinham a semana toda para cortar 600km de chão Até Currais Novos já tinham rodado 157km. A rota deles seria um pouco diferente da que fazemos de costume, ao invés de irem pela BR427, eles vão por Florânia e Patu para saírem em Cajazeiras/PB.

Mestre Arnoud (seu nome na Capoeira), com muita filosofia, era o mais conversador da turma,. Contou que desde 1988 faz romarias para a terra do Padin Ciço, porém, não lembro o certo quando ele foi de bicicleta pela primeira vez. 

Marquinhos, era o único que vinha em uma magrela, uma Caloi 10, já fez várias viagens para o Juazeiro e era o único da turma que tinha feito esta rota por Patu,

O terceiro da turma era o Leo Bode Rôco. Pesando 105kg e porte físico semelhante ao meu, além de ser o mais novo da turma, estava na sua primeira viagem para Juazeiro do Norte.

Bagagem do Mestre Arnold
Uma mochila amarrada no bagageiro com uma corda elástica uma forma simples de carregar a bagagem

Analisei a bagagem deles e era uma coisa básica, uma mochila amarrada no bagageiro com uma corda elástica. A bagagem do Mestre Arnold é a que mais chamava a atenção, tinha uma garrafa térmica de 2 litros e até um fogareiro a álcool e uma chaleira e pano pra fazer café "Eles querem cobrar 1 real num copinho de café nas estradas" argumentou o Mestre.

Eram por volta das 14h quando nos despedimos da turma. Eles estavam com planos de dormir em Florânia ou Jucurutu. 

Fico muito feliz quando tenho a sorte de encontrar cicloviajantes passando pela cidade, pois é certeza de uma boa conversa e troca de informações onde todo mundo sai ganhando.


John Paul, Marquinhos, Mestre Arnold e Zito


John Paul, Marquinhos, Léo Bode Roco e Zito

sábado, 2 de janeiro de 2016

Nana da Praça e sua criatividade



Por John Paul

Durante minha estadia na terra do sol nascente, fui visitar o Forte dos Rei Magos e logo que desço do carro bato de frente com esta bendita placa que achei bem interessante.  Nana da Praça não fica de brincadeira na tomateira e atira pra qualquer lugar na hora de ganhar dinheiro lá na entrada do Forte. Vamos analisar esse seu Menu de serviços.

Vende-se ou aluga-se guarda-chuva - Pôxa mermão, eu chego pra visitar o forte e vejo que é uma tirada enorme de onde o carro pára até o forte. Pra completar tá chovendo e eu não tenho guarda-chuva, Ainda bem que Nana da Praça tá lá vendendo guarda-chuva e ela ainda aluga caso eu nao queria levar embora depois.

Chamamos Táxi - Rapaz, acabei de terminar meu passeio do forte e pra ir embora, não tenho nenhum número de táxi, Não tem problema, é só falar com Nana da Praça que ela se encarrega de chamar um.

Lavagens de Carro - Mas hômi, quando sair do forte ainda tenho que passar no lava-carro, mas será que vai dar tempo? Claro que vai dar tempo, enquanto faço meu passeio, Nana da Praça dá um grau no meu possante.

GPS Humano - Terminei meu passeio no forte e agora quero ir lá no Midway Mall, mas não como chegar lá. Ainda bem Que Nana da Praça oferece o serviço de GPS humano, que conhece cada buraco dessa cidade, muito mais eficaz que o Google Maps. Quero ver me perder agora na terra de Cascudo.

Usando apenas a criatividade Nana da Praça presta uma grande utilidade pública aos turistas que chegam ao forte. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Isso é só uma previsão



Por John Paul

Quer ver um bucado de velho pegando ar aqui no sertão? simplesmente chegue perto de um grupo deles, de preferência na feira livre, onde você encontra os verdadeiros sertanejos, e diz assim: Seu zé ontem passou no jornal que a previsão vai ser de mais um ano de seca". Pronto tá feito o muído.

Para abrir os comentários você vai ouvir logo de cara "esses pôrra lá sabe de carai nenhum, Só Deus que sabe dizer se vai chover ou não". Isso é só pra começar.

Onde trabalho tem muitos desses velhos que metem o pau nesses "profetas". Para tentar amenizar o clima e defender os carinhas do tempo eu entro no muído e começo meu argumento. "Rapaz, isso é só uma previsão. Previsão não passa disso, previsão".Então faço com que os velhos comecem a usar a previsão em outras situações. A que gosto mais de usar é a da viagem:

"Quando você sai daqui (Currais Novos) para Natal, quanto tempo você leva pra chegar?" Veja bem que mandei eles fazer uma previsão de uma simples viagem.

A partir daí eles começam a falar: "3 horas indo de Jardinense", "Eu faço em 2 horas e meia", "Meu filho tira em 2 horas no Corola dele".

Depois que armei o gatilho começo meu ataque:
"Pronto, você fez a previsão, mas você não sabe o que vai encontrar na estrada. O carro pode quebrar, a pista pode ter sido bloqueada por uma manifestação, pode ter tido um acidente e o trânsito ficar lento, fazendo com que você demore muito mais do que o previsto para chegar em Natal".

Então volto para a previsão do tempo:
"Na previsão do tempo é quase a mesma coisa,o carinhas lá coletam dados de satélites, radares ,etc, analisam as posições dos ventos, temperatura e outros mugangos lá que não sei dizer e então conseguem fazer uma previsão se vai chover ou não. Porém no intervalo que foi dada previsão até a hora H que vai se profetizar, a natureza pode sofrer alterações, e assim quebrar as pernas dos carinhas do tempo".

Depois disso tudo , tem uns que ficam calados, mas tem outros que ainda insistem em ficar detonando os carinhas lá.

Agora uma coisa que acho engraçado nessa situação é que esses sertanejos são que nem torcedor de time de futebol. Sabe como torcedor é, o time tá jogando mal pra dedéu, perdendo de 2x0 e o torcedor lá metendo o pau mandando tirar o atacante perna de pau de campo.

Ae basta só esse "perna de pau fazer um gol que o torcedor começa a babar o ovo dele.  Isso acontece do mesmo jeitinho na previsão do tempo. Os velhos metendo o pau nos carinhas do tempo dizendo que eles não sabem de porra nenhuma. Agora chegue nesses mesmos velhos e diga que saiu no jornal que a previsão será de muita, mas muita chuva pro próximo mês.

Pronto, tá feito o muído. Eles começam a ficar alegres e nem metem o pau nos carinhas do tempo, mas também não ficam babando.

Mas você acha que acabou por ai? Deixe chegar o mês, se não chover eles se revoltam e é só chegar e dizer, "seu Zé a previsão disse que ia chover, mas nem chover", Sem demora um deles vai dar a chicotada "esses pôrra lá sabe de carai nenhum, Só Deus que sabe dizer se vai chover ou não".

Ae você responde "Rapaz, isso é só uma previsão".

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Em quem eu vou votar nas próximas eleições



Por John Paul

Depois de tano puximcói nesse cabaré chamado política, acabei percebendo uma coisa que vou aplicar nas próximas eleições.

Vamos tirar como exemplo o pleito municipal.  Sempre que um vereador bate na tua porta, aparece na televisão, todo empacotado e com o cabelo todo lambidinho pedindo seu voto, ele sempre tem que pedir o voto pro prefeito que ele apoia. E geralmente é isso que nós eleitores fazemos, votamos em prefeito e vereador da mesma laia.

Poxa, se um dos papéis do vereador é justamente fiscalizar o que o nosso excelentíssimo anda aprontando lá no gabinete, se eu for botar um vereador da mesma laia dele na câmara, a coisa mais provável que vai acontecer é ele querer jogar a sujeira do debaixo do tapete se as coisas não estiverem andando bem na gestão. Faz sentido isso pra você?

Com base nisso, nas próximas eleições para vereador vou usar a seguinte estratégia para escolher o meu vereador.

Analiso qual o candidato a prefeito tem mais chances e ser eleito, independentemente se eu for votar nele ou não, ae pego e voto num candidato da oposição, de preferência seja daquele, que como minha mãe gosta de falar, bota quente, bota a boca no trombone, não é flor que se cheire, etc. Daquele que ao descobrir um pobre na gestão, vá bater nem que seja no inferno atrás das informações. Sem falar que curto demais o bate-boca dos vereadores na tv câmara, então seria mais uma forma de entretenimento pra mim rsrsrs.

Mas e aí, se eu voto nesse candidato pensando que o outro vai ganhar, mas quem acabe ganhando for o da mesma laia dele. Pronto, aí fudeu tudo, pois geralmente esses caras que são polêmicos na oposição, quando estão na posição são piores ainda para bajular o seu prefeito e o defendem com unhas e dentes caso a oposição venha meter o pau.


Mas isso aí é um risco que vou ter que correr. Mas e você que tá lendo esse blog, o que essa desse muído ae que fiz?? Vamos lá reaja nessa bexiga, faça seu comentário, vamos criar polêmica aqui, todo mundo gosta de polêmica, principalmente os apaixonados por política. Ainda tá lendo isso omi?! Desce nos comentários e deixe seu comentário omi.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Se Parar você cai!



Por John Paul

Uma canção do Gabriel pensador baseada naquela frase de Albert Einstein "A vida é igual andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio é preciso se manter em movimento".

Uma letra muito contagiante que é sempre bom ouvir quando não se está desmotivado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O louco, o maluco e o doido



Por John paul

Vocês são Doidos! essa era a reação de quem ouvia quando a gente contava que ia pra São Tomé por Lajes Pintadas e voltar Cerro Corá e sem carro de apoio. Como dizia Biô: Nosso carro de apoio é Deus.

2 horas e 43 minutos da manhã do dia 7 de Setembro de 2015. Eu, Pai e Biô iniciamos nossa ciclo viagem todos carregados com água, rapaduras, e até mel. ainda levei 3 bolinhos que estavam de bobeira lá em casa. A previsão para chegar em São Tomé será por volta das 8h da manha.

As condições de viajar de madrugada são perfeitas: não faz calor, vento fraco e pouquíssimos veículos passando. Dos veículos que passaram por nós, 3 me chamaram a atenção.

O primeiro a gente encontrou ainda perto de Currais. Parecia ser um Monza ou um Santana que vinha sentido contrário o nosso e estava com um farol queimado. O motorista quando nos viu começou a buzinar. Rapaz, eu não entendo buzinês, mas imaginei que o cara queria dizer "Bão pra onde bando de doido uma hora dessas?"

O segundo foi um caminhão baú que ia no mesmo sentido que o nosso. O motorista buziou bem longe para avisar e logo descemos pro acostamento. O danado ainda preocupado com nossa segurança a botou o caminhão na contra-mão para nos ultrapassar.

O Terceiro veio logo em seguida o caminhão, era um Ford Ka. O motorista fez a mesma coisa do motorista do baú, porém ele também ligou os alertas. e desligou lá na frente. Rapaz, se todo motorista fosse preocupado com a segurança do próximo na estrada era bão demais.

Já passavam das 6 da manhã quando chegamos na entrada para Lajes Pintadas. Já tínhamos pedalado 51km. Paramos para tomar água, comer rapadura e bananas. Tínhamos que dar um reforço, pois o muído ia ser grande a partir dali.

Estradão para Lajes Pintadas


Começou o Barro! Até Lajes pintadas tudo numa boa, só um sobe e desce de leve, nada de assustador. Passamos por Lajes Pintadas e começou o muído. Bastou só passar pelo açude que teve logo uma subida braba. Terminou de subir a primeira, apareceu mais outra. Uma descida e novamente outra subida braba.

Não me importei muito, estava encantado com a paisagem, eram casas to topo das serras, tava nem aí se a subida parecia mais uma parede.

Topete no sítio Boqueirão em Lajes Pintadas


Ia tudo bem, foi quando chegamos no Sítio Boqueirão. Vi  aplaca apontando São Tomé para a esquerda. Quando faço a conversão, tá lá, um topetão reto pra gente subir e todo em areira. Tava parecendo mais o Morro do Careca. Sacanagem né Google Heart, Você não me mostrou ia ter isso. 

E como diriam na quadrilha: E segue o passeio! Já perto do sítio Gameleira, Biô começa a sentir o joelho direito e tivemos que diminuir o ritmo. Passamos pelo Sítio Gameleira. Aquela região é bonita demais, fiquei muito encantado com toda aquela paisagem. E quando começamos a descer, foi que fiquei doido mesmo com aquele mirante.

Já se passavam das 8 da manhã. Depois de ter descido a serra da Gameleira e rodado um bucado na chapada encontramos 2 ciclistas e foram gritando "são os caras de Currais?". Pensei logo que eram os Tigres que vieram ao nosso encontro, mas não. Eram outros 02 malucos de Natal que estavam hospedados na casa de Emerson e estavam indo para umas trilhas, como diriam eles, com emoção. Já estavam sabendo que a gente vinha e esperavam nos encontrar no caminho. Eles ainda nos disseram que faltavam uns 5km até são Tomé.

Rodados mais um pouco e começamos a avistar uma torre. Pronto" só poderia ser São Tomé. Foi nesse exato momento que recebo a ligação de um Tigre, era Ponciano. Informei a localização e ele disse que nos aguardava no pórtico da cidade.

Bastou só pedalar mais um pouco e a gente já tava na pista. Não acreditava rapaz que a gente já tava concluindo a primeira etapa da viagem. Passava das 8 e 30 quando Chegamos no Pórtico da cidade e o Tigre Ponciano já nos aguardava. Olhei no velocímetro que marcava 81km.



Pela primeira vez estava entrando em São Tomé. Era feriado, mas a cidade estava bastante movimentada. E não entramos de qualquer jeito na cidade, éramos escoltados por um Tigre numa moto. Mais à frente outros Tigres começaram a sair de suas tocas e viram nos escoltar. Vitinho e Lalau chegaram junto de moto e nos acompanharam até toca de um outro Tigre de nome Lalá onde iria nos receber para um café da manhã.

Sabe aquele que diz que é melhor um Tigre em São Tomé do que dinheiro no bolso? Pois é, nos sentimos em casa. O Lalá e os demais Tigres foram muito receptivos conosco. O Café foi uma maravilha. Tinha dois tipos de bolo, café com leite, água de coco, cocadinhas, tapioca, mas o melhor de todos para mim foi um maravilhoso suco de abacaxi me acabei todinho nesse suco.


Enquanto a gente tomava café, outros Tigres que não lembro o nome começaram a aparecer. Apareceu a história que o tigre Emerson queria desafiar Pai na saída pra Cerro Corá. Os caras começaram a fazer a resenha da Burra Branca. A resenha foi se estendendo e eu fui logo tirando os tênis e me sentei no chão pra descansar.

Já perto de ir embora, chega Emerson já pronto para nos acompanhar até o final do asfalto e a galera começou a resenha começou com a história do duelo dele e de pai. Pois bem, já se passava das 10 horas quando arrumamos a troçada, enchemos as garrafas e fomos pegar o beco rumo a Cerro Corá, mas antes os Tigres da partida uma foto com os Tigres para ficar marcado na história essa resenha.



Nos despedimos dos Tigres e seguimos nossa rota, mas antes uma parada na farmácia onde Biô comprou um Gelol pra ver se melhora o joelho. Já eram quase 11 quando pegamos a tão famosa Estrada da Produção.

Não demorou muito e Emerson acunhou, o boizin realmente levou a serio a resenha do duelo. Olhei pra trás e Biô já estava ficando pra trás, o joelho não tava respondendo legal, então eu e pai diminuímos o ritmo e o Emerson nem bala pegava mais.

Seguimos pela estrada da produção que vai até Tenente Laurentino Cruz, mas só tem 10 km de asfalto até agora. Pedalamos uns km de asfalto e já encontramos a ponte sobre o rio Potengi, mas passamos do lado dela, pois só a estrutura está montada.



Depois dos 10km de asfalto encontramos novamente o barro. Mais a frente pegamos uma subida e logo vejo uma longa descida que não é muito inclinada, porém muito comprida. Lá na frente o Emerson já esperava a gente. Coloquei na banguela e deixei a gravidade tomar de conta.

Era tanta trepidação que percebi uma das garrafas caindo. Deu vontade de parar para pegar, mas me lembrei da queda que sofri por causa dessa garrada e deixei pra lá, afinal Pai e Biô vinham distantes e poderiam parar para pegar. Além do mais tinha outra garrada e mochila completinha.

Pois bem, nos despedimos do Emerson e seguimos a rota. Toda aquela beleza que a gente viu depois de Lajes Pintadas deu lugar a seca. Você olha para todos os lados, só se vê seca. nenhuma árvore para fazer sombra, poucas casas e mesmo assim distantes umas das outras. A estrada repleta de pedras soltas deixando ruim a viagem. Por causa do Joelho lascado de Biô, a gente pedala a 15km/h em terreno plano.

O calor só aumentava e o deserto só aumentava. Já passava das 13h quando depois de 18km pedalados chegamos no Povoado Ingar. Paramos numa bodéga e compramos água, pedi logo uma coca-cola para dar gás e comemos uma passa-tempo pra aumentar a glicose.

Enquanto a gente descansava aproveitava para conversar um pouco com o dono da bodega. O assunto principal era água, Queríamos saber como as outras regiões estavam se virando com essa seca.

O dono da bodega então perguntou a nossa rota. Quando ouviu sua reação foi aquela de praxe "esses omi são doidos". Foi então que ele começou a contar seus relatos que quando era novo sempre ia de bicicleta pros cantos e aqui acolá fazia uma doidice que nem agente, só que era com barra circular. Comecei a perceber que todo mundo tem alguma história sobre bicicleta pra contar.

Bucho e mochila e garrafas cheias, é hora de pegar o beco novamente. Perguntei quantos km faltavam para chegar em Cerro Corá, o caba lá nos disse que ainda faltavam 18km. Parecia pouco, mas contando que era barro, ainda tinha 1 serra pra subir, então era chão demais pra rodar.

Continuamos a viagem e Biô começou a reclamar do segundo joelho. Pronto! agora Torô dentro, Não podia aparecer uma subidinha que o omi descia da bike e ia empurrando, ele dizia que não aguentava fazer força no pedal, mas andando não sentia nada. Pra não deixar Biô sozinho eu ia empurrando com ele, enquanto isso pai, o melhor do mundo, subia as ladeiras.  Pra completar nossa água acabou logo. Olhamos para todos os lados e nada de casas para irmos em busca de água. Num tinha uma nuvem para fazer um sombrinha.



Já passavam das 13h quando avistamos uma serra pra subir. Eita, era o topete que tinha visto no google maps e que o pessoal falava. É só passar por esta serra e avistaremos Cerro Corá.

Começamos a subir serra. eu e Biô ia empurrando e pai, foi embora desembestado. quando mais a gente se aproximava do topo, mais eu me empolgava em começar a ver Cerro Corá.

Fiquei puto da vida. Nada de Cerro Corá. Começamos rodar mais e mais. Até que passou pela gente uma Strada com placas de Santa Cruz. O cara parou e reconheceu Biô. foi logo dizendo "bóra pra não subir essa serra.". Pensei que Biô ia subir na caminheta, mas não, despachou o caba e seguimos viagem. Biô disse que já tava na merda, então tinha que terminar.

Andamos mais um pouco e passamos pela entrada do açude do pinga. Começamos a descer um ladeirão. E como sabemos, para toda descida tem uma grande subida. Comecei a avistar outra estrutura de ponte e quando olho pra cima o verdadeiro topete para chegar em Cerro Corá.

Caraca, me assustei todo. Serra grande da bexiga era aquela. Começamos a descer a ladeira antes de subir a serra e avistamos uma casa lá embaixo à beira da estrada. era nossa esperança para tomar água. Quando chegamos lá, tudo fechado.  O jeito foi subir mesmo.

Trecho de aproximadamente 4km de subidas. Clique na foto para ampliar


Até que não foi tão ruim de subir essa serra, até porque não subimos pedalando hehehe. Sem contar que a gente tava morrendo de sede e num tinha uma casa pra pedir água. A única casa que tinha estava fechada. Ainda encontramos uma estação de água da Caern. mas estava toda nos cadeados acabando nossa esperança de molhar a guela.

Pense numa agonia. Continuamos a subia e após fazer a curva, tava lá o véi mau pai tirando onda, se aquecendo e gritando "o vein aqui maltrada". A pegada de ar foi grande. chegando no topo da serra, Biô arriou de vez e eu e pai somos atrás de água em uma casa ali perto.


Chegando na casa fomos recepcionados por uns 8 cachorros que começaram a nos estranhar, mas aos poucos foram se acalmando com nossa presença. Pedimos água ao senhorzinho que estava na porta. Ele bem simpático nos trouxe uma garrafa de 2 litros que suava de tão gelada que estava. Pense num alívio que tive. Voltamos pra onde Biô estava e ele já tava todo estirado no chão.  Depois de tomar água pegamos o beco novamente.

Término da subida da serra do Pinga. Biô ae já tava com o motor batido


Eram por volta das 3 e 30 da tarde quando chegamos na casa do sogro de Biô. Almoçamos e Biô foi logo dizendo que descia pra Currais Novos de carro. Valou com um parente e jogou a bike pra cima de uma Strada.

Já passavam das 4 da tarde quando saímos de Cerro Corá. Pensei logo "Agora é só na banguela da qui pros currais". Pois bem, não me lembrava que Cerro Corá ficava depois de serra. Quando saímos da cidade, tava lá a serrona pra subir. Mas mantive a calma e subi só nas manhas.

Pronto Agora é só na banguela. Era a primeira que atravessava a serra da RN042. Dizem que é mais perigosa que a estrada de Lagoa Nova.  Como meu freio era a disco mecânico comecei a descer lentamente.

Os freios já bastantes gastos tive que fazer mais força para manter a velocidade lenta. foi quanto na primeira curva senti tipo o cabo querendo romper um dos fios. Me caguei nessa hora. Fui logo parando a bicicleta e comecei a descer a ladeira empurrando enquanto via pai indo embora.

Descida da serra de Cerro Corá (RN042) sentindo Currais Novos


Caraca, nunca tinha sentido tanto medo descendo uma serra como senti dessa vez. Eu só vim subir na bicicleta na última curva que tinha um desconto gigantesco pra dentro que fizeram para as carretas da energia eólica passarem com as torres. E mesmo assim, desci lentamente me cagando de medo.Lá em baixo meu pai já tava me esperando e segundo as contas dele já faziam 10 minutos que ele tava parado.

Depois da serra, já tava mais tranquilo quando começamos a meter o aço rumo a Currais Novos, ansioso para chega e dar uma bela duma cagada que já alertava desde que saímos de São Tomé.

Chegamos em Ligação (Trevo de Cerro Corá - BR226) era umas 5 e meia da tarde. Paramos para descansar e tomar água. Nessa altura já tava morto, mas o que me motava era que o trecho era leve e o vento a favor, porém comecei a sentir a apressão do trânsito.

Começamos a meter o aço novamente e só as fileiras de carro passando a toda hora. Erma mais de 8 carros passando numa lapada só. Na ladeira do Sertão Bonito parei novamente já morto para tomar os últimos goles de água que ainda restavam.

Nessa altura, o trânsito ficava mais pesado e minha preocupação era pra passar na curva da Sussuarana, pois é onde tem a ponte e não têm acostamento no sentido que íamos, se tornando um funil para carros e bicicletas.

Quando terminamos de subir a ladeira que avisto a ponte curva lá em baixo, estava me sentindo em Natal, uma fileira interminável de veículos passando por nós até a curva. E tinha mais outra, o acostamento para descer aquela ladeira era horrível, deixando o trecho ainda mais perigoso.

O medo que senti pra descer a serra na estrada de Cerro Corá voltou a tomar conta de mim, mas consegui sobreviver a este trecho. Eram por volta das 18h e 15 minutos quando chegamos em Currais Novos e o velocímetro registrava 164km de toda essa viagem.

Essa aventura ainda rendeu muito. Acordei na terça-feira de manhã e passei o todo na maior lombra da viagem, estava com uma paz interior enorme, essa viagem foi um verdadeiro cano de escape que me deu equilíbrio mental novamente. Percebi isso quando umas coisas não estavam dando certo, mas eu tava nem aí, o mundo poderia tá se acabando, mas eu tava na lombra da viagem.

Foi uma viagem muito sofrida, porém muito divertida. Nada melhor do que sair de casa e não ter hora pra chegar. Conhecer lugares, pessoas, viver experiências que te tirem da zona de conforto. Sempre que possível estarei inventando essas rotas anormais.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

"Giro Bike: No elefante pelo clima" passou em Currais Novos

Por John Paul

No dia 16 de Setembro 5 ciclistas saíram de natal  para fazer o Giro Bike - No elefante pelo clima. O evento organizado pela ONG Baobá tinha o objetivo de rodar 1200km por todo o estado do Rio Grande do Norte no intuito de chamar a atenção das mudanças climáticas e que inspirem as pessoas a realizar transformações e mudanças propositivas pela Terra.

Aqui no Seridó eles iriam pernoitar em Caicó no dia 18 e no dia 19 iriam passar por Currais Novos e pernoitar em Santa Cruz. Porém devidos uns imprevistos a viagem atrasou 1 dia.

No dia 20 eles saíram de Caicó. Liguei para o André Medeiros, um dos participantes , que informou que iriam almoçar em Acari. 

Chamei meu pai (Zito) e fomos ao encontro dos caras. Passava das 2 da tarde quando pegamos a BR com um sol quente que só a bexiga batendo de frente com a gente. Com 15 km, paramos para descansar um pouco, não tava aguentando essa lua. Aproveitei e liguei novamente para o André, ele nos informou que o grupo se preparava para sair, mas o Haroldo já foi adiantando.

Pensei logo: "Pronto! a gente pega o Haroldo daqui a pouco e o grupo encontramos lá na serra".  Botamos pra moer, mas nada do Haroldo aparecer na estrada. Chegamos no alto da serra do Acari, mas nada de ciclistas. 

Pai queria logo descer a serra, eu morrendo de preguiça de subir essa serra quis ficar. Passados uns 15min Haroldo aparece. Ele disse que saiu na frente porque tava com o joelho estourado e queria descansar na entrada de Currais e que o grupo vinha mais atrás porque um dos caras esqueceu um roupa e voltou pa buscar. Haroldo seguiu viagem e disse que nos esperássemos no Atacadão.

No fim das contas, eu e pai fomos atrás dos caras. Descemos a primeira serra e nada. Quando subimos a ladeirinha e fizemos a curva para descer a segunda serra aparece Moab e Richard. Eles seguiram viagem e a gente foi atrás dos outros. quando começamos a descer avistamos o Kleiton e o André.

Começamos a seguir viagem. Vento batendo nos peitos o caminho todo e juntando com o peso da bagagem e o desgaste da viagem, deu para imaginar o quão o ciclismo é um esporte sofrido. Só para ter uma ideia, ao acompanhar o Moab, já gente ia a 15km/h.

Aproveitei o trecho para ouvir atentamente as histórias do André Medeiros sobre a volta de Santumé, e suas aventuras pelo mundo a fora. Também ouvi atentamente as histórias do Moab de bike pelas zorópa com sua esposa Jac. E pelo que escutei, acho que todo ciclista merecia morar por lá.

Chegamos na Mina Acauã e o pessoal tinha parado. André encontrou o Geovamar Brito lá de Caicó e logo em seguida o professor Hipólito primo do André vinha chegando na mina e veio até nós.  Com pouco tempo o Kleiton e Moab seguiram viagem e logo depois eu fui. Chegando na entrada da Mina Brejuí outra parada para fotos. 

Eram quase 6 da noite quando chegamos no atacadão e o Haroldo já nos aguardava. Moab sugeriu irmos lá pra lanchonete do Zezinho tomar um açaí. Já que lá só baixa ciclista, então nao existia um lugar melhor. Enquanto a galera seguia pra lá, eu, Haroldo e André seguimos para a Sidy's TV para uma rápida reportagem.

Chegando lá em Zezinho e a galera já tava batendo tigela no açaí. Nos juntamos a resenha. enquanto o Kleiton, Richard e Moab se deleciavam no açaí, o Haroldo a todo momento no telefone providenciando a estadia em Santa Cruz. Olho para outro lado alguns ciclistas a paisanos, que todo dia batem no ponto lá em Zezinho, participavam atentamente da palestra sobre ciclismo que o André iniciou ali mesmo.

Foto: Joana Pires

Foto: Joana Pires


Passamos mais de 1 hora por lá, a resenha parecia não ter fim. Já eram quase 8 da noite quando saímos de lá. Pegamos a BR226 e seguimos até a saída da cidade. fizemos uma foto no pórtico da cidade para registrar a passagem pelos currais. Depois a galera subiu rumo a santa Cruz.

O final desta viagem foi na quarta-feira(23) em Natal. Já em casa, alguns ciclistas já começaram a relatar as experiências vividas nesta aventura, como a escassez de água que foi vista de perto por eles em quase todo o estado.

Um comentário que me chamou muio a atenção foi o do Moab que disse que após esta experiência descobriu que pode viver sem qualquer tipo de tecnologia e outros luxos, porém não pode viver sem água.

Outro comentário que me chamou a atenção foi do Anderson Kleiton postou em seu Facebook sobre a experiência vivida "Quando a última árvore cair, quando o último rio secar, quando o último peixe for pescado, vocês verão que dinheiro não se COME!".

Bom, esses caras ae fizeram sua parte, rodaram o estado de bike para chamar nos chamar a atenção das mudanças climáticas que estão ocorrendo ao nosso redor e às vezes nem nos damos conta.

Que tal parar um pouco e começar a olhar ao redor e ver o que podemos fazer para salvar o planeta?

domingo, 20 de setembro de 2015

Conheça o Warm Showers: Rede de hospedagem Solidária entre ciclistas



Por John Paul

Warm Showers ou Duchas Quentes, é um site que tem a finalidade de troca hospitalidade entre ciclistas do mundo inteiro.

É bem simples. O ciclo viajante se cadastra no site e descobre outros ciclistas que moram na sua rota de viagem. Assim o ciclo viajante entra em contato e o ciclista anfitrião e pergunta se poderá recebê-lo em sua casa para dar um apoio.

Uma verdadeira mão na roda isso. qual o ciclista nunca fez uma rota de mais de 1.000 km no google maps para uma mega viagem e depois se desanimou pois iria gastar muito com hospedagem, ou de chegar numa cidade e não poder contar com ninguém?

Fiz um vídeo mostrando um pouco do site. mas deixo o link para para você ir acessando: https://pt.warmshowers.org/.

VEJA O VÍDEO:

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Esse caba só pode ser de fora

Este é o sinal da Sidy's que fica na Av. Silvio Bezerra de Melo com a Teotônio Freire


Por John Paul

Quem me conhece sabe o quão sou revoltado com os magóte de motoristas que não respeitam a faixa de pedestres mesmo quando o próprio pedestre pede parada.

Pois bem, nesta segunda(14) aconteceu algo escroto que nunca aconteceu comigo antes. Eu e a Mônica voltávamos de um curso, Já passavam das 10h da noite quando chegamos no sinal da Sidy's.

Quando a gente chega no meio fio da calçada olho para o sinal que está verde, então ficamos lá parados com o olhar fixo no sinal esperando ele ficar vermelho.

Rapidamente olho para a via e vejo um carro da Secretaria de tributação parado antes da faixa e o motorista, que aparentava ter mais de 40, mandando a gente passar.

Fiquei confuso. Olhei novamente para o sinal que continuava verde. Oxe, esse caba só pode tá doido, ou então é daltônico. Olhei de volta pro caba lá e gesticulei mandando ele passar. Queria dizer assim: "Meu fié, a vez é tua passe logo".

O danado insistiu em mandar a gente passar. E ficamos nesse puxincói. Como uma coisas dessas só acontece uma vez na vida, a gente não pisou na faixa e pegou o beco bem rapidinho.

Foi uma coisa realmente abismada que aconteceu com a gente. Começamos uma reflexão no caminho de casa. Esse caba só pode ser de fora. Porque de Currais Novos não é mesmo.

sábado, 5 de setembro de 2015

Viva o seu Sonho!



Por John Paul

Tá precisando de um empurrãozinho pra continuar com o teu sonho? tá quase desistindo? Hômi, então tire 9 minutinhos da tua vida para assistir este vídeo. Garanto que vão vai se arrepender.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pedalar no dia-a-dia sem precisar de roupas de treino


Por John Paul

Rapaz, pense num negócio coisa que achei interessante foi essa linha de roupas casuais que a SportixWear fez pensando em nós.  Entrei no site deles, procurei algumas informações e fiquei interessado no produto.

Ahh John Paul, esses caras inventam estas roupas que são comuns e fazem esse marketing só pra gente comprar, é o famoso pega besta

Rapaz, mas não é bem assim não. As roupas, pelo que entendi, foram feitas pensando nos ciclistas que usam a bike para ir ao trabalho, passear, etc, com uma tecnologia chamada Dry, as roupas possuem tecido bactericida e com proteção UV, além disso, ajuda o camarada ficar sequinho quando tá suando. Foi isso que me chamou a atenção.

Aqui no sertão é quente que só a porra e pra completar eu transpiro que só a gota. Ae junta isso tudo com o fato de usar a bicicleta para resolver as coisas e eu só gosto de usar as roupas de ciclismo quando estou treinando ou alguma cicloviagem. Então vou de roupa normal resolver as coisas de bike, chego nos cantos com a camisa cheia de noda de suor, principalmente na região da barriga e nos suvacos, sem falar na catinga de suor que fica, principalmente num ambiente fechado hehe. Será que a telepatia levou o meu caso até os caras da SportixWear e  por isso invetaram essas roupas?!

Os caras fabricaram bermudas, camisas e até calças que podem ser usadas tanto para pedalar como para usar no trabalho. Além de práticas de outras  atividades físicas. Assim eu posso ir trabalhar, comprar pão, ir no banco, sem me preocupar com o suor e a fedentina rsrs.

Até as boyzinhas foram lembradas. Saca só como é legal esse modelo
E não foi só isso, os caras pensaram em tudo: as camisas tem a parte de trás mais comprida para o ciclista não pagar o famoso cofrinho. Com modelos bem estilosos o fabricante também informa que o tecido oferece conforto e mobilidade.

Todo o vestuário possui bolsos com zíper com contornos emborrachados para não machucar os pertences. além disso, ao dobrar a barra da calça encontra-se uma fita refletiva para ajudar na sinalização do trânsito.

No site do fabricante não diz se a calça também ajuda na evaporação do suor
No site do fabricante, informando que a coleção já está disponível em lojas que ficam em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Amazonas), além do Distrito Federal. Mas também existe uma loja on line com preços bastante variados, por exemplo, uma camisa polo está de 119 reais. uma camiseta T-shirt  está de 89 reais. e a calça está por 201 reais.

Será que Vale a pena?
Rapaz, acredito que vale a pena investir nesse vestuário. Mas só digo mesmo que vale a pena depois que comprar pelo menos uma bermuda e uma camisa para fazer o teste. Deixe essa crise danada passar que realizo uma compra e faço um review sobre essa novidade.

Mas conta ae, o que achou dessa novidade??

DEIXANDO BEM CLARO: NÃO RECEBI PORRA NENHUMA PARA FALAR DESSE PRODUTO, E TENHO CERTEZA QUE ESSA EMPRESA NUNCA OUVIU FALAR MEU NOME. 
ENTÃO SE VOCÊ FOR COMPRAR AVISE LÁ A LOJA QUE VIU NO MEU BLOG. QUEM SABE ELES MOLHAM MINHA NÃO NÉ

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