domingo, 13 de outubro de 2013

Banda Grafith: Qual o seu Segredo?


Por John Paul

É impressionante como a galera se apegou ao som dessa banda. Em um domingo já acordei escutando Grafith. Era meu tio escutando rádio. Levantei-me, tomei café e fui para a feira. Quando saio de casa, uns 30 metros depois, um rapaz com o som do carro ligado escutando Grafith. Quando já estou na Avenida Brasil, tome mais Grafith nas casas. Quando chego na feira tem um barraco tocando Grafith. Quando eu penso que acabou, passa uma criança de 6 a 8 anos com o celular na mão, e nem preciso dizer o que dele escutara naquele momento.

Sem falar que lá no Bairro Promorar, onde se passa o que tiver de som é Grafith tocando. Eu estou me referindo em dias normais, pois quando diz Grafith vai tocar, o som é generalizado. Na véspera do show, como por exemplo, aconteceu na feirinha da Imaculada em 2011, O show era domingo, no sábado até no domingo na hora de começar o show só se ouvia Grafith direto na cidade.

Então a pergunta que não se cala é a seguinte: Qual o segredo da Banda Grafith? Seria o ritmo do arrocha? Pois é ritmo bem contagiante. Você está parado, aquele silêncio e de repente começa a tocar Grafith, automaticamente você quer entrar no ritmo.

Ou então seriam suas letras? Bom, tem gente que diz que as letras de Grafith não prestam, tem muito duplo sentido e outras já estão sendo diretas a putaria mesmo no caso daquela "É Ímpar, É Par". Mas vamos concordar que a banda também fala de amor. Quem nunca curtiu “Me chama de my Love”, ou a clássica “amar é poder compartilhar o sentimento, é fazer feliz quem está ao teu lado”.

Sem falar que até as crianças estão se apaixonando pela banda. A musica “ABC: abraço, beijo, colado” chamava muito a atenção delas quando eles tocavam. Inclusive todas às vezes quando a banda tocou na praça da imaculada, o pessoal da banda sempre chamava crianças para dançarem no palco e quase não há espaço para tanta criança.
  
Outros dizem que o que faz a banda Grafith arrastar multidões, é o seu jeito humilde. Como o próprio Junior falou em uma entrevista ao CN Agitos: “Grafith é uma banda que não tem frescura”. Um fato que eu até me emocionei foi na feirinha da imaculada de 2011. A vocalista leu um bilhete que relatava que um garoto iria fazer uma cirurgia em Natal no sábado, e ele perguntava direto se iria poder ir para o show de Grafith. Após a cirurgia o menino continuou a perguntar se ele poderia ir para o show. Não sei como esse bilhete foi parar nas mãos da produção da banda só sei que a vocalista da banda leu o bilhete. No bilhete ainda existia um numero de telefone e pedia para os componentes ligarem pro garoto. A ligação foi feita para o garoto na mesma hora, só que ninguém atendeu. O que eu achei mais legal foi a humildade da vocalista ao falar o que aquele simples bilhete representava para a banda: “Gente, isso aqui merece ser colocado em moldura e ser pendurado na parede de nossa sede”.

Mais uma coisa pode ser analisada. Todo vocalista de banda além de cantar tem que pular dançar, gritar “vamos lá galera pula sai do chão”, ou seja, fazer com que o público interaja com a banda e deixar a festa mais animada. Ao contrário do Vocalista da Banda Grafith. Ele canta parado, não se movimenta e o máximo que ele faz é soltar o seu famoso bordão “Vai Negona” ou então o “Isso é Grafith” e mesmo assim faz com que a galera balance o esqueleto.

Mas o real motivo desses vários anos de sucesso da Banda Grafith é um assunto mais complexo que origem da Vida. Mas uma coisa é Certa: O SOM DA BANDA GRAFITH É CONTAGIANTE POR ONDE PASSA.

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